quarta-feira, 24 de julho de 2013

UMA VIAGEM AO PASSADO






É madrugada, acordo e passo a lembrar do sonho que momentos antes tivera.
Sonhei que havia montado num cavalo alado e tinha saído voando através do tempo e do espaço sideral e pousava numa vila lá no alto do meu sertão (São Rafael), onde passei os dourados dias da minha infância querida, imorredoura na memória e no meu coração. Nesse instante, vejo-me criança, num canto de parede da sala, próximo de outras pessoas, olhando e vislumbrando uma das paisagens mais lindas lá no alto do sertão.
Era aproximadamente 16 h, aquela brisa suave e cheirosa, o vento empurrando as folhas secas que dançavam e rodopiavam no ar, anunciando que a chuva não tardaria a chegar. Os pássaros numa alegria contagiante, voando de galho em galho, procurando um lugar para melhor se agasalhar.
A tarde escura, uma atmosfera carregada e abafada, as nuvens se deslocando vagarosamente, para logo em breve desaguar. Essa vai cair logo e vai ser de arrombar açude – dizia um, enquanto outro replicava – sapo vai pedir socorro, ninguém queira duvidar. Logo se ouvia o grito que ecoava no ar: - menino, corre lá no quintal e vá apanhar as roupas que estão estendidas no varal e bote a lenha pra dentro, depressa, olhe também se os pintos estão agasalhados no forno de assar bolo, corra danado que a chuva não tardará a chegar. Bem não terminava as determinações, o aguaceiro começava a cair forte, pingos grossos e pesados que deixavam buracos na terra seca e fofa, o relâmpago cortando as nuvens numa seqüência impressionante, o trovão retumbando tão forte que dava a impressão de que o mundo ia se acabar. Enquanto as pessoas diziam: Santa Bárbara e São Jerômi (são Jerônimo) é quem vai nos salvar. Eu, juntamente com minha patota, saía correndo, percorrendo e escolhendo as melhores biqueiras da vila. A enxurrada corria barrenta de rua abaixo enquanto tentávamos represá-las construindo açudes com pedras e areia, logo em seguida fazíamos barcos de papel, colocávamos nas águas que saíam a navegar.
Após a chuva, os riachos transbordando, a mata exalando aquele cheiro  indescritível,  as  vacas  mugindo  chamando  pelas  suas  crias,  os bezerros escaramuçando, a ovelha berrando, o jegue rinchando e o galo cantando, sentíamos também o mormaço nas matas depois do torrencial, admirávamos os cardumes de peixes nas sangrias dos açudes, enfim, todos festejando a chegada do inverno, que representa a salvação de todos os seres animados e inanimados do meu Nordeste, ou mais precisamente, do meu Sertão.



A CRENÇA DO AGRICULTOR






A CRENÇA DO AGRICULTOR
                                                       (José Florentino de Oliveira)

O agricultor hoje em dia
Não presta muita atenção
Nos sinais da natureza
Pra fazer a previsão
Porque em vez de experiência
Prefere ouvir a ciência
E os meios de comunicação

Mas tem gente que ainda olha
Os sinais da natureza
Também faz experiência
E jura que tem certeza
Pois naqueles resultados
Sempre tem ele acertado
Com validade e destreza

Na fogueira de São João
Garrafa d’água é enterrada
Se a água aumentar
No ano vai ter chuvada
Repara a flor da craibeira
E também da aroeira
Se florou bem encopada

Também presta atenção
No fruto da Ubiratan
Resina de catingueira
Até o canto da acauã
Também presta atenção
Qual será a posição
Da estrela Dalva de manhã

Ainda tem quem repare
Como estão os animais
Se as fêmeas estão prenhas
Dos tatus ou dos preás
Os cupins e as formigas
Se estão cheias as barrigas
As chuvas serão normais

Outros ainda apelam
E prestam bem atenção
Dia 08 de dezembro
Nossa Senhora da Conceição
Pois se chover neste dia
Iremos ter alegria
No próximo ano então





A maior experiência
Não se faz mais hoje em dia
Era em treze de dezembro
Dia de Santa Luzia
Jejua-se faz ritual
Seis pedras limpas de sal
Põe na noite de vigília

No oitão de sua casa
Coloca seis pedras de sal
Cada pedra que derreter
Será como um sinal
Seja uma duas ou três
Indicará ser o mês
Que vai ter chuva normal


E no dia do Natal
Se tem barra tem chuvada
Dia de ano também
A barra é observada

E se a maré der enchente
Bom inverno e certamente
Ano bom com chuvarada

Ainda se presta atenção
Na lua cheia de janeiro
Se nascer clara ou amarela
Será sinal verdadeiro
De ano bom com enchente
E fica assim contente
Plantando até no terreiro

Tudo isso nossa gente
Ainda presta atenção
Apesar dos tempos novos
Do rádio e televisão
De Deus nunca perde a crença
E mesmo com a ciência
Creio no que diz o povão

quinta-feira, 18 de julho de 2013

FELIPE COBRA E A CAATINGA







No ano de 1952, aconteceu uma das maiores secas no Nordeste. Um sol abrasador, os riachos, açudes, lagos, todos sem água. Os animais morrendo de fome e sede, as ossadas embranquecidas pelo sol causticante entre xiquexique, jurema e pedregulhos, corpos em decomposição sendo devorados pelas aves de rapina, como urubus e carcarás exalavam uma fedentina insuportável. Uma verdadeira paisagem de desgraça e calamidade na caatinga. As tardes quentes e empoeiradas, redemunhos carregando as folhas e detritos secos do que antes fora uma vegetação. Um quadro triste, o flagelo da seca em toda sua plenitude.   Algumas pessoas famintas embrenhavam-se na caatinga em busca do xiquexique ou gogóia para saciarem sua fome, de sua família e do que ainda restava de sua criação de gado ou de ovino.  O Governo Federal ativou imediatamente em toda região do Nordeste à frente de trabalho, ‘emergência’.  Como forma de amenizar o sofrimento do sertanejo.
Em São Rafael, tinha um homem de baixa estatura, analfabeto, mas dotado de uma inteligência privilegiada, não quis se alistar na emergência preferiu trabalhar por conta própria, tirando, queimando e trazendo xiquexique para vender aos fazendeiros próximos da cidade.
Nos dias de feira, que era nas segundas-feiras, entre um pileque e outro, cantava a seguinte quadrinha, inventada por ele:
Xiquexique bom
Na caatinga tem
Quem quiser comer e vender
Vá tirar e queimar também.
A caatinga que Felipe Cobra tanto apregoava ficava encravada numa fazenda do Coronel Silvestre Veras, no vizinho município de Paraú. Quase todos os dias, se embrenhava de propriedade adentro, conduzindo uns quarenta jumentos encangalhados e encambitados, com a finalidade de trazer a preciosa ração para vender e escapar o gado faminto, auxiliado por doze pessoas sob o seu comando.


Partiam pela madrugada e logo cedo a mercadoria se achava queimada e pronta para ser conduzida. O local da queimada ficava bem visível, dada a coloração negra. O capataz da fazenda do Coronel Silvestre era um senhor conhecido como João Pequeno, que certo dia, vistoriando a propriedade, constatou que tinham carregado uma grande quantidade de facheiro. “Tão invadindo a caatinga do Coroné”, falou para ele mesmo, “vou pastorar e pegar esses engraçadinhos”. Só que andou falando demais e logo a notícia chegou aos ouvidos de Felipe Cobra que disse: Era só o que fartava, cumpade João Pequeno se importar com a caatinga do Coroné Silvestre, prumode não vai se importar com a catinga dele mesmo, pois faz mais de dois meses que não toma banho.
Os dias passaram e nada de Felipe se decidir de tirar a comida para salvar o gado e para sua própria sobrevivência. João Belé, seu companheiro de aventura e trabalho, já tendo perdido umas rezes, atiçava Felipe: e agora cumpade? O que vai ser de nós e de nosso gado? – Cumpade João, eu já encasquetei na minha cabeça que tudo vai dar certo, tanto que já tenho um plano, ocê vai ver...– qual é cumpade Felipe? – ele respondeu: chegada a hora vós me cê vai saber e ninguém vai se queixar. Numa madrugada de quinta-feira, partia em direção das terras do Coronel Silvestre, uma tropa de uns trinta jegues, e uns doze homens comandados por nosso herói. Passaram pela primeira e segunda porteira e não encontraram ninguém em volta que os interpelassem. Apearam-se e foram a luta, tiraram, assaram, cortaram e encambitaram quase que num passe de mágica, uma imensa quantidade de tão preciosa ração para o gado. Os animais dessa vez foram carregados com cargas duplas; terminada a tarefa, colocaram os mesmos de volta para São Rafael, na frente, como sempre, Felipe orgulhoso do feito ostentava a figura de um bravo general a frente de seus comandados. Só que na última porteira da saída da fazenda, lá estava João Pequeno com um rifle calibre 44, um papo amarelo, apoiado no ombro, fazendo pontaria na direção dos tropeiros invasores, com dedo no gatilho dizendo e interrogando ao mesmo tempo: ei meninos, donde é a caatinga de vós me cês? Com uma raiva incontida, acrescentou: respondam ligeirinho, ligeirinho, pois meu dedo tá no gatilho e ta coçando muito.  Foi  um  silêncio  total... Felipe foi se aproximando do capataz com muita cautela e quando ficou frente a frente com o valentão respondeu: é cumpade João Pequeno, a caatinga dos meninos num sei não, mais a minha, com certeza, é no cu e no suvaco, e emendando continuou: – deixe de bestidade, home de Deus, num tá vendo que ninguém é doido, pra levar um despotismo desse tamanho de xiquexique pra nós, vós me cê devia saber que o coroné desconfiado do desaparecimento da grande quantidade de xiquexique me pediu pra eu tirar o restinho pra ele; é isso que eu tô fazendo home. João Pequeno na sua ingenuidade, e diante da reação astuciosa do outro ainda perguntou: e pru mode é que ocês tão vindo em direção contrária da morada do coroné? – pruque ninguém tem nada de besta, respondeu – nós já sabia que vós me cê tava esperando pro nós nessa purteira e, portanto vamo deixar toda a tropa pra ocê levar inté a casa do coroné. Não, de jeito nenhum, exclamou o capataz, coçando a cabeça, meio embaraçado: tá vendo que não vou ter uma trabaieira desgraçada com essa jumentada toda. Entonce vamo fazer um trato, disse o astuto Felipe Cobra: nós vai em casa armuçar, levando os animais carregado, já que vós me cê não quer ter uma trabaieira danada e asdepois do armoço e descansar um pouco, nós vorta trazendo a ração para a casa do coroné Silvestre; trato feito – respondeu o ingênuo João Pequeno;  e lá se foi Felipe tangendo a tropa para São Rafael, cantando: xiquexique bom, na caatinga tem, quem quiser comer e vender, vá tirar e queimar também.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

HISTORIADOR: WILLAME CÉSAR


Tema: As Famílias Araújo, Azevedo e Dantas

O povo desconhece que as famílias Araújo, Azevedo e Dantas são descendentes dos patriarcas Tomaz de Araújo Pereira, Caetano Dantas Correia e Antonio de Azevedo Maia Junior.

Tomaz de Araújo era sogro de Caetano Dantas que fundou carnaúba dos Dantas e Cuité-PB. Caetano era casado com Josefa de Araújo Pereira. Michaela casou com Antonio de Azevedo Maia Junior de Jardim do Seridó.

Daí surgem as famílias de tanta tradição e prestigio no cenário do Rio Grande do Norte e principalmente do seridó.
1º filhos de Tomaz de Araújo:

Homens:

.Tomaz de Araujo pereira (2º)
.João Dasmaceno Pereira
. Cosme Soares Pereira
.José de Araújo Pereira

Mulheres:

Josefa 
Joana
Ana
Helena
A primeira casou com Caetano Dantas.
2º Filhos do casal Caetano Dantas e Josefa
1. Simplício Francisco Dantas
2. Gregório José Dantas 
3. Antonio Dantas Correia
4. Caetano Dantas Correia (segundo)
5. Maria Antonio Dantas Correia
6. Felix Dantas
7. Alexandre Dantas
8. Silvestre Dantas correia 
9. Clemencio Dantas
10. Josefa Dantas
11. Francisca Xavier
12. Michaela Dantas Perreia
13. Maria Dantas
14. Maximiana Dantas
15. Ana Dantas
16. Isabel
17. José Antonio Dantas
3º Filhos do casal Antonio Azevedo Maia Junior e Michaela Dantas Pereira. (13)
1. João Dantas de Azevedo
2. José Azevedo
3. Antônio Azevedo
4. Fio de Azevedo
5. Joaquim de Azevedo
6. Caetano de Azevedo
7. Joana Azevedo
8. Maria Azevedo
9. Francisca Azevedo
10. Ana Azevedo
11. Antonia Azevedo
12. Josefa Azevedo
13. Izabel Azevedo

HORA DA PRECE POR WILLAME CÉSAR DE ARAÚJO



Os Sinos da Igreja e dos Campanários badalam os toques cadenciados e pesarosos anunciando à hora, o momento, o instante da prece, da oração, da reflexão e do perdão. As andorinhas em revoadas e algazarras retornam as árvores e torres dos santuários procurando um lugar para melhor se agasalhar.

O sol depois de percorrer a sua trajetória no espaço sideral cumprido sua missão de trazer vida e energia para todos os seres animados e inanimados na terra, vai lentamente desaparecendo além, muito além no horizonte, seus raios dourados iluminam o céu, as nuvens formando um cenário cheio de esplendor e maravilhas mil que só as mãos Divinas foram capazes de realizar façanha de tamanha grandeza e magnitude de raríssima beleza.

É a hora que não é noite nem é dia, é o crepúsculo, é o momento sublime e sagrado da Ave-Maria.

Hora esta, em que o Anjo Gabriel mensageiro de Deus anunciou a Virgem Santíssima que ela havia sido escolhida para ser a mãe do Messias Salvador do mundo nosso senhor Jesus Cristo. É o instante de transição Celestial.

De mãos postas fecho os olhos e elevo meus pensamentos para o céu entro em êxtase e começo a pedir, a rogar ao Senhor que ilumine os caminhos escuros da humanidade e juntamente com a Santíssima Trindade e nossa Senhora da Conceição derrame suas benções sobre os que riem e os que choram aos que riem de alegria e felicidade pelo filho que acaba de nascer.

Aos que choram de angústia e de tristeza por terem perdido aquele e aquelas que tanto amavam e que partiram para sempre, deixando somente a lacuna, o vazio em suas casas e seus corações e o adeus da despedida para sempre.
Sobre os meninos de rua, dessas criaturas que nunca tiveram um teto para morar, nunca tiveram o calor, o carinho, o afeto, o aconchego de uma mãe, de um pai, de um irmão e de ninguém.

Nunca sentiram a felicidade de um ambiente familiar juntamente com outras crianças festejando seu aniversário, recebendo presentes, cortando bolo e cantando aquela canção simples, afetuosa e maravilhosa “parabéns pra você”. E também nunca sentiram a alegria de receber um presente de Papai Noel e festejar o nascimento do menino de Nazaré.

Oh Nossa Senhora, tenhais compaixão e piedade destes pequeninos seres humanos, derramai suas benções sobre eles e rogai ao Vosso filho Jesus Cristo que tocai nos corações de muitos casais para que eles procurem adotar estes seres tão carentes tirando-os da marginalidade, da miséria em que se encontram.

Sobre os que moram debaixo das pontes e viadutos, dormindo no chão tendo como colchão e cobertor papelões encontrados nas calçadas das lojas, após terem se alimentados de comidas fétidas adquiridas nos despojos de lixo e disputados com os urubus e cães vira-latas.

Sobre os paraplégicos, aos que vivem imobilizados nas cadeiras de rodas, para que eles e elas enfrentem a vida de cabeça erguida, trabalhando e produzindo tanto ou mais dos que têm um físico perfeito e que nunca se deixem abater pelo desânimo, dai-lhes sempre coragem, disposição, resignação, paciência, prudência e sabedoria para poderem suportar as agruras da vida.

Sobre as prostitutas e os frutos de seus amores, os cegos, os descamisados, dos aidéticos e tantos outros que estão doentes em casas e nos leitos dos hospitais pedindo, suplicando e implorando a Jesus alívio para suas dores físicas e lenitivo para suas dores espirituais.

Sobre os idosos abandonados pelos filhos, após terem adquiridos a maioridade e a independência financeira, esquecendo aqueles que lhe deram muito amor, carinho zelo e dedicação.

Dos alcoólatras e viciados em drogas, para que consigam se libertar do vício, da dependência maléfica e desastrosa, e retornem ao seio da família e da sociedade, com respeito, admiração e dignidade devidos.

Sobre os jovens recém-formados em Direito para quando ingressarem e abraçarem o Ministério Público ou a Magistratura ou qualquer outra carreira afim, não se deixem influenciar pela emoção envenenada por alguns advogados pérfidos, corruptos e corruptores, mentirosos e mercenários que utilizam todos os álibis escusos, para obterem ganho de causa.

Abençoe aos nossos governantes nas esferas, Municipal, Estadual e Federal para que venham a ter sensibilidade política, administrativa e, principalmente, social e deixem de pensar exclusivamente em se elegerem para beneficiar a si, familiares e seus círculos de amigos, contudo, esquecendo, escanteando, menosprezando e humilhando aqueles e aquelas que os colocaram no poder, embora, ao final, nada – ou pouco – façam em prol da sociedade e dos que confiaram nas promessas de campanha que tanto lhes renderam os votos da vitória.

Sobre os pescadores, para que ao lançamento as redes nas águas, consigam pegar o pescado, tão importante para saciar a sua fome e de seus familiares.

Sobre os garimpeiros, para quando estiverem nas minas e banquetas cavando a terra e cavoucando no pegmatito, consigam extrair a pedra ou o metal tão precioso para satisfação do seu ego e a felicidade de terem conseguido a independência financeira.

Sobre o vaqueiro, este homem simples, porém destemido e valente que quando montado no seu cavalo, enfrenta o perigo na caatinga atrás da rês desgarrada com coragem e determinação arriscando a vida, mas com a consciência de ter cumprido a sua tarefa com zelo e honestidade.



Oh senhor! Tenhas piedade, misericórdia e compaixão do agricultor mandando muita chuva pra esse sertão sofredor, para esse paladino sertanejo que antes era forte destemido, valente e trabalhador, não assista angustiado, desesperado, e impotente sua criação de gado bovino, ovino, equino sucumbindo de fome e sede nas caatingas e fazendas.

Que quadro triste e melancólico contemplar esse cenário desolador, os animais caindo e morrendo sob um sol causticante e impiedoso numa terra seca e esturricada, vendo as aves de rapina, umas se banqueteando no chão enquanto outras no seu vôo majestoso descendo sequiosos e devoradores na direção das vítimas da seca.
Oh DEUS, oh meu DEUS!
Atenda a minha súplica que não seja somente minha e sim de dezenas, centenas e milhares de sertanejos.
Mande chuva suficiente para encher lagos, lagoas, barragens, açudes e rios, porque somente assim o sertanejo voltará a ser sorridente feliz e muito feliz.
Juntamente com sua família.


Abençoai os ceramistas e tocai na consciência dos mesmos, para aprenderem a preservar o nosso solo e a natureza, apelando junto aos nossos governantes condições técnicas para dar continuidade à indústria de fabricação de telhas e tijolos.

Só assim teremos um mundo de paz, fraternidade e solidariedade.
Portanto conclamo a todos os cristãos que façam como eu faço, na hora de Ângelus ponham as mãos postas em direção ao céu e digam: AVE MARIA CHEIA DE GRAÇAS O SENHOR É CONVOSCO, BENDITA SOIS ENTRE AS MULHERES, BENDITA É O FRUTO DO VOSSO VENTRE JESUS AMÉM!